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July, 06, 2009

 

A “Capital da Cultura” e a Política Econômica

YES... Nós temos uma “Cultura Ludovicense” – de 400 Anos – para dar e vender!

Forjada na Corte do Rei Luis 13, pelos cavaleiros e damas da Ordem Real da Flor de Lis, e financiada por Maria de Médicis, a expedição naval do Capitão Daniel de La Touche, da Marinha Francesa, aporta à Ilha de Santana em 26 de julho de 1612, e, em 12 de agosto as três naus adentram a Ilha de Upaon-Açu pela barra dos rios Bacanga e Anil. Esse Ponto de Encontro Civilizatório em meio ao Golfão Maranhense – marco-zero para a fundação de uma “França Equinocial” – possui a dimensão marítima e geopolítica para negociarmos até 2012 uma “Base Naval França-Brasil”, em Acordo de Cooperação Internacional.

No “Ano da França no Brasil”, São Luís foi escolhida para ser a Capital Brasileira da Cultura como um laboratório de novas atitudes empresariais, sócio-comunitárias, científicas, artísticas, políticas e religiosas, em cooperação intergovernamental com os gestores públicos do Município, do Estado e da União, para criar um “Clima Organizacional” na cidade, favorável ao adensamento das técnicas, práticas, atividades e eventos culturais, beneficiando toda uma cadeia produtiva econômica e, principalmente, o Setor de Serviços da “Ilha Magnética” para ser o mais privilegiado segmento de mercado em 2009. Esse foi um esforço articulado pela Iniciativa Privada, tendo o SLCVB elaborado o projeto e levando à Brasília a sua “expertise” em promoção e captação de eventos.

O São Luís Convention Bureau – entidade civil que agrega (e congrega) empresários e empreendedores do Setor de Serviços Turísticos, Culturais e Gastronômicos da Cidade, vêm trabalhando há 03 anos na conscientização do Setor Público para que entendam a importância de priorizar o Turismo Sustentável como fonte e geração de trabalho e renda. São 54 atividades profissionais diretamente ligadas ao atendimento turístico e na “ação receptiva” para um visitante em nossa cidade, e isto é suficientemente demonstrativo de quantas oportunidades de negócios ainda estão em aberto para nos apropriarmos produtivamente.

O Ministério da Cultura, desde a gestão de Gilberto Gil, vem nos dando as mãos – ferramentas e instrumentos de políticas públicas – para que as nossas raízes culturais sejam identificadas, catalogadas, sinalizadas e reverenciadas como um verdadeiro “Acervo Cultural” do Patrimônio Nacional, como se fez recentemente com o “Tambor de Crioula”, com o “Bumba-Meu-Boi” e os ”Ritos Afro-Religiosos”. Mas o que vem sendo valorizado lá fora não está sendo (re) valorizado aqui dentro. O Valor Cultural ainda não foi visto como um movimento de Inclusão Social e muito menos de desenvolvimento de Política Econômica.

O Centro Histórico de São Luís é o exemplo clássico dessa alienação política e administrativa, com seus museus, teatros, igrejas, pousadas, casarios e palacetes, praças, mercados e quiosques de alimentação, completamente sem serviços urbanos de limpeza pública, de saneamento ambiental e de segurança à população local e aos turistas nacionais e internacionais que visitam diariamente o “Patrimônio Cultural da Humanidade”, tombado pela UNESCO.

O Centro de Convenções de São Luís, entregue no final de 2006, até hoje não teve a sua finalização paisagístico-urbanística complementada. O “Complexo Cívico do Rangedor” que envolve o Palácio de Exposições (precisando ser climatizado), o Centro de Convenções (dependente de acabamentos), a sede da Assembléia Legislativa do Estado (recém-inaugurada), e vários e enormes estacionamentos de uso indevido (shows predatórios) em meio a uma Estação Ecológica de preservação permanente, pode vir a se constituir, com um pouco mais de investimentos, numa “mina de ouro” e no Cartão Postal da Cidade. Principalmente, quando se sabe que o mercado que cresce exponencialmente no mundo atual é o de Turismo de Eventos.

O Terceiro Milênio exige cooperação institucional, parcerias conscientes e responsabilidade social entre os Setores Público, Civil e Empresarial. É só o Estado, o Município, o SEBRAE, o SESC, o SENAC, a ACM e a Fecomércio se juntarem, irmanamente, com o São Luis Convention and Visitors Bureau (leia-se “Trade Turístico”) e iniciarmos em 2009 um Processo Preparatório para o IV Centenário de São Luís, em 2012. Podemos começar com um “Seminário de Economia Criativa”, logo, logo. O título de “Capital Brasileira da Cultura”, além do fato simbólico, precisa de ações concretas e de repercussão sócio-econômica na cidade.

A partir daí, podemos ir ensaiando uma série de planejamentos estratégicos, ações em comum, prever recursos orçamentários, a Organização e o Método do “Calendário Oficial de Eventos”, articular novas fontes de captação, realizar campanhas de mobilização e comunicação social, e o mais importante: colocar a CULTURA DE SÃO LUÍS como “centralidade” para uma Política Econômica Integrada, Solidária e Sustentável Tudo isso, é só um pequeno aperitivo do prato principal, que poderemos juntos saborear: as Comemorações dos 400 Anos de Fundação de São Luís, em alto estilo civilizatório, com a auto-estima elevada e no patamar cultural das nossas tradições seculares.

Um povo com sua própria identidade é um povo feliz! A cidade ou nação que perde a sua identidade cultural sofre dos males da violência urbana, da degradação social e ambiental! . O fortalecimento da CULTURA nesses próximos quatro anos servirá também como corpo de defesa cívico-pedagógica, para os grandes impactos que advirão dos novos pólos industriais e dos mega-empreendimentos anunciados para São Luís. Depois... são outros quatrocentos!







NAN SOUZA – Presidente do Conselho Diretor do SLCVB /São Luis Convention and Visitors Bureau*



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